AVALIAÇÃO DA CICATRIZ CAUSADA PELO DERMOGRAFO EM RELAÇÃO A TECNOLOGIA DE EQUIPAMENTOS 

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Dermopigmentação, também chamada Micropigmentação, é a introdução de pigmentos nos tecidos humanos, especialmente na derme papilar, através de punções realizada por um dispositivo chamado dermografo. Pigmentos de cores diferentes são misturados em ordem para obter o tom mais adequado para cada cliente e cada procedimento.

É um procedimento invasivo que requer o uso de agulhas, o que significa que todo material deve ser descartável. O dermógrafo consiste em um motor que move um conjunto de agulhas que transportam o pigmento para a derme a uma profundidade regular de 0,5 e 2 mm, dependendo da espessura da derme.

Após as punções cutâneas, a exsudação e a formação de coágulos são inicialmente observadas. o introdução de pigmento desencadeia uma reação inflamatória, com hiperemia e edema - a dor pode ser relatada por alguns clientes.

A micropigmentação já foi uma prática extremamente restrita, assim como a disponibilidade comercial de materiais como dermógrafo, agulhas e pigmentos.

Hoje, a evolução do setor trouxe muitas opções para ambos dermógrafo e agulhas, pigmentos e até cosméticos na micropigmentação mercado.

Esta pesquisa será limitada à análise do dermógrafo e agulha tecnologias, pois representam grandes preocupações entre os profissionais, que não são completamente ciente das implicações de suas escolhas, concentrando suas decisões unicamente sobre o custo desse equipamento. A hipótese deste trabalho é que equipamentos ou dermógrafos com diferentes tecnologias podem gerar lesões diferentes e que algumas dessas lesões podem ser permanente, apesar do processo de pigmentação apresentar resultado temporário.

A diferença na tecnologia dos equipamentos, nesse caso, poderia interferir permanentemente no resultado da micropigmentação mesmo após a eliminação total do pigmento na pele, deixando uma lesão permanente e aparente (como mostrado nas imagens abaixo, DERMOGRAPHER I e DERMOGRAPHER II)

 

 

 

REFERÊNCIAS

A micropigmentação é um método invasivo pelo qual introduzimos pigmentos na a pele. O dermógrafo é o equipamento conectado a um cartucho com um ou mais agulhas estéreis fazem essa inserção de pigmentos temporários (SCHUSTER AND CURY, 2017). Essas agulhas perfuram o tecido (epiderme e derme) causando uma dupla resposta inflamatória: a agressão mecânica ativa os sistemas de reparo que procurar fechar a ferida e, o pigmento ativa o sistema imunológico da pele que busca eliminação total do material depositado.

A pele é o maior órgão do corpo humano e sua integridade é de extrema importância importância para todo o sistema (GUIRRO E GUIRRO, 2004). Quando a lesão é epidérmica, simplesmente faz com que a célula se renove e não fique visível dano pode ser visto onde a força foi aplicada. A lesão dérmica, por sua vez, causa mais processo intenso chamado cicatriz deixando lesões chamadas cicatrizes.

Após o nascimento, o ser humano é constantemente vítima de trauma no qual tecidos a integridade é frequentemente violada. Numa tentativa de restaurar o tecido e isolar o interno do externo, o organismo reage através de uma série de eventos sincronizados e integrados que levam à formação de um tecido fibroso de estrutura, textura e elasticidade diferentes. Este é o que chamamos de cicatriz (MÉLEGA, 2011).

Em lesões como as de micropigmentação, nas quais o componente dérmico é envolvido, o processo de cura incluirá não apenas o fenômeno da reepitelização, mas também organização dérmica e contração do leito da ferida. Uma nova estrutura se desenvolve deste processo de reparo, no qual suas características finais, principalmente sua estética qualidade, dependerá: quantidade e profundidade do tecido lesionado, sua localização, grau de pele pigmentação e tratamento administrado à ferida (MAIO, 2011).

Vários fatores influenciam o processo de cicatrização e podem ser divididos em internos e externo. FATORES EXTERNOS são: o mecanismo de trauma, infecção, a ação de drogas e irradiação. E os FATORES INTERNOS são: desnutrição e doenças patologias (como diabetes e obesidade). Segundo Mélega (2011) o processo inflamatório é proporcional ao danos causados ​​ao tecido. A profundidade e a largura da lesão cutânea acabarão determinar a intensidade da resposta de cura. (HERSON, 2011).

Certas sequências de eventos podem ser potencialmente revertidas, modificadas, dificultadas ou mesmo prolongada pelas próprias características genéticas ou por fatores extrínsecos, como componentes e agentes químicos ou físicos. Compreendendo a importância do fenômenos envolvidos na cicatrização de feridas e principalmente na possibilidade de seu manejo pode ser uma arma potente nas mãos de profissionais que usam várias ferramentas mecânicas e métodos químicos, podem simular, acelerar ou retardar alguns desses processos (HERSON, 2011).

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TEXTURA DA CICATRIZ


Uma cicatriz cutânea é reconhecida morfologicamente pela falta de reorganização específica da matriz dérmica e dos componentes das células epidérmicas quando comparados aos pele (HERSON, 2011)
Em uma cicatriz cutânea com características normais, os componentes da matriz extracelular são presente em concentrações muito semelhantes à pele normal; exceto pela diminuição no quantidade de ácido hialurônico.
 A depleção de ácido hialurônico na derme cicatrizante tem sido associados a processos patológicos de cicatrização e alteração de sua fração insolúvel em envelhecimento da pele (MAIO, 2011).

O acúmulo de colágeno na cicatrização atinge o ápice após o 21º dia e, em seguida, a colagenólise predomina sobre a síntese. A colagenase é a enzima responsável pela degradação do colágeno. Pode ser encontrada na ferida
após o décimo dia e perdura por anos fornecendo remodelação de colágeno e alterando a aparência, textura e textura da cicatriz elasticidade

Segundo Maurício de Maio (2011), a epiderme sujeita a permanente microtrauma, físico, mecânico ou químico, tende a formar um espessamento e consequente aumento de camadas. Alterações em qualquer componente da pele podem
causar afinamento (atrofia) ou espessamento. A atrofia da epiderme causa uma aparência de pele enrugada e é quase sempre combinado com atrofia da derme. O espessamento da pele indica espessamento da epiderme, derme
espessamento e hipertrofia gorda.

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SCAR COLOR

Segundo Mélega em 2002 em seu livro “Cirurgia Plástica - Fundamentos e Art ”, durante trauma de pele, as unidades epidérmicas de melanina são interrompidas e os melanócitos e os queratinócitos se comportam de maneira diferente 

durante a reepitelização. Queratinócitos, estimulando trauma, aumentar a taxa de divisão celular e migrar, tentando epitelizar a ferida. Os melanócitos em condições normais se dividem em um ritmo lento. Em condições de cura, seus
a multiplicação também é acelerada, embora a uma taxa mais lenta que os queratinócitos. Os melanócitos mudam de forma, que se tornam fusiformes, com dois grandes dendritos em cada final, modificando a arquitetura da unidade epidérmica de melanina.
Isso muda o processo transferência de melanossomos, o que resulta em alteração da cor da pele.

As cicatrizes podem ser hiperpigmentadas ou despigmentadas. A despigmentação pode ser explicado pela perda da função dos melanócitos, alteração no número e tamanho dos dendritos, diminuição da transferência de melanossoma e alteração dos grânulos
de melanina. Existe uma aparente vulnerabilidade do melanócito ao trauma físico, com diminuição do número de mitose. A hiperpigmentação pode ser explicada pelo aumento da produção de melanoma, aumento da melanização de melanome, maior produção de melanome,
aumento da transferência de melanome para queratinócitos e aumento da sobrevida do melanossomo dos queratinócitos (MÉLEGA, 2002). O eritema pós-procedimento ocorre durante a fase inflamatória com vasodilatação. O processo de vasodilatação pode ser prolongado
ou até preservar o eritema indefinidamente, especialmente nas peles Fitzpratick tipos I e II. Para evitar o aprofundamento produzido por infecções e abrasão é primordial.

 
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METODOLOGIA

Segundo Maio (2011) informações importantes sobre o tecido são fornecidas por o contorno da pele, textura, tom e consistência. Além de sua bibliografia, a metodologia aqui apresentado considera as evidências analisadas e documentadas testadas durante as sessões,
que ocorreu ao longo de 18 meses (novembro de 2017 a junho de 2019) usando equipamentos com diferentes tecnologias, referidos aqui como DERMOGRAPHER A - Tecnologia alemã (casos I, II, III) e DERMOGRAFO B - outros (casos IV, V e VI) Para fins de comparação
e avaliação posterior, as fotografias são exibidas junto Este estudo descreve procedimentos cicatrizados realizados com dermógrafos de diferentes tecnologias.

Segundo White (2002) sobre o tempo de evolução da cicatriz, podemos dividir para RECENTE, com menos de 6 meses de evolução, onde temos características como congestão dos vasos, elevação das bordas e hiperemia; e LONGSTANDING, que são aqueles com mais de 6 meses
de evolução.Todas as fotos abaixo pertencem a um grupo de cicatrizes de longa data, ou seja, mais de 6 meses da evolução.

 

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ANÁLISE E TEXTURA DA SUPERFÍCIE DA PELE

RESULTADOS 

No processo de reparo pós-micropigmentação, uma nova estrutura será criada, cujas características finais, principalmente sua qualidade estética, dependerão de vários fatores, a quantidade e a profundidade do tecido lesado são as principais. Fatores externos, como o mecanismo 

do trauma, influenciam o processo de cicatrização. O processo inflamatório é proporcional ao dano causado ao tecido. A profundidade e a largura da lesão cutânea determinarão, em última análise, a intensidade da a resposta de cura.

Compreender a importância dos fenômenos envolvidos na cicatrização e especialmente a possibilidade de sua administração pode retardar alguns desses processos. A epiderme submetida ao microtrauma permanente, físico ou mecânico, tende a formar um espessamento e consequente
aumento de camadas.

Alterações em qualquer componente da pele podem causar afinamento (atrofia) ou espessamento. A atrofia da epiderme causa uma aparência de pele enrugada e é quase sempre combinado com atrofia da derme. Os melanócitos mudam de forma, que se tornam fusiformes,
com dois grandes dendritos em cada extremidade, modificando a arquitetura da unidade epidérmica de melanina. Isso muda o processo de transferência de melanossomas, o que implica alteração da cor da pele. Um aparente A vulnerabilidade é identificada quando o melanócito
é exposto a trauma físico com uma diminuição no número de mitose.

O eritema pós-procedimento é causado por vasodilatação. O processo de a vasodilatação pode ser prolongada ou mesmo preservar o eritema indefinidamente, especialmente em Pele Fitzpratick tipos I e II. Atenção deve ser dada para evitar o aprofundamento causado por escoriação.
Segundo Maio (2011) informações importantes sobre o tecido são fornecidas por analisando o contorno, textura, tom e consistência da pele.


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CONCLUSÃO

Como demonstrado, a tecnologia dermográfica pode representar a possibilidade de procedimento com menos trauma, permitindo menos processo inflamatório e consequentemente menos tecido cicatricial aparente. Isso é extremamente importante, pois o pigmento de micropigmentação ser eliminado ao longo do tempo com apenas a cicatriz permanecendo no lugar. A escolha de um dermógrafo com tecnologia que preserva a integridade do a pele, apesar do trauma inerente ao procedimento, é de extrema importância para os estética de cicatrizes. Conclui-se que a cicatriz pode ser controlada de acordo com o controle do trauma gerado pelo dermógrafo.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

O investimento em tecnologia é de suma importância quando se busca efeito que permite uma remoção total pelo organismo após o período de pigmentação na pele. Encerramos esta pesquisa com esse esclarecimento, mas agora com mais uma pergunta. Acreditando que mais investigação e avaliação do efeito do dermógrafo

técnica de micropigmentação sem controle do processo de cicatrização seria necessária quando realizada ano após ano, de acordo com o processo de manutenção do procedimento pigmentar. Esse efeito cumulativo é de cura? Esse fator impediria ou interferir na fixação subsequente de uma nova micropigmentação?

Os estudos e pesquisas não podem parar, pois há uma busca por uma solução cada vez mais sólida e mercado científico de micropigmentação.

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BIBLIOGRAFIA

GUIRRO e GUIRRO, Elaine e Rinaldo. Fisioterapia Dermato-Funcional Ed. Manole, 2004.

MAIO, Maurício de. Tratado de Medicina Estética, vol. I. Ed. Roca, 2011

HERSON, Marisa. PROCESSO DE CURA DE FERIDAS. Artigo em MAIO, Maurício de. Tratado de Medicina Estética, vol. II Ed. Roca, 2011

SALLES, Alessandra Grassi. DERMOPIGMENTAÇÃO. Artigo em MAIO, Maurício de. Tratado de Medicina Estética, vol. III Ed. Roca, 2011

MAIO, Maurício de. SEQUELAS DE QUEIMADURAS. Artigo em Tratado de Medicina Estética, vol. III Ed. Roca, 2011

MÉLEGA, Cirurgia Plástica - Fundamentos e Arte. Ed. Medsi, 2002.

MÉLEGA. Cirurgia Plástica - Os Princípios e a Atualidade. Ed. Guanabara, 2011

SCHUSTER e CURY, Alisson e Iasmin. Micropigmentação - Conheça, Aprenda, Surpreenda-se. Ed. Aut. Paranaense, 2017

WHITE, Gary M. Cox. Doenças da pele - Atlas colorido. Ed. Manole, 2002