Cuidados gerais com a pele para uma aplicação segura.

O bem-estar individual inclui uma pele saudável. Cuidar da pele e potencialmente decidir corrigir manchas decorrentes de causas mais díspares, é um meio de encontrar equilíbrio e sentir-se bem consigo mesmo. 

A aparência e a saúde da nossa pele impactam fortemente e inevitavelmente nossa vida diária, mas o ideal é que se aprenda mais sobre a pele quando consideramos procedimentos potências.

Em todos os textos anatômicos e histológicos, a pele é descrita como um órgão constituído por várias camadas, a epiderme, a derme e a hipoderme. É extremamente importante para o profissional de dermopigmentação entender a pele de uma perspectiva histológica e ser capaz de analisar sua fisiologia para prever reações normais ao procedimento de micropigmentação e entender que resultados perfeitos dependem de vários fatores (cor, profundidade, parte do corpo, o fluxo sanguíneo e etc). No artigo a seguir descreveremos os conceitos básicos que constituem os fundamentos que todo profissional de dermopigmentação precisa saber.

Os profissionais de dermopigmentação devem ser capazes de analisar a pele de uma perspectiva bidimensional que leve em consideração a amplitude e a profundidade, em vez de vê-la como um envelope simples que cobre os músculos e ossos (uma perspectiva unidimensional) especialmente porque a profundidade da pele tem um impacto significativo na obtenção de excelentes resultados.

A precisão do demógrafo e da agulhas utilizadas são uma peça chave para atingir os resultados esperados, por isso é de suma importância escolher bons equipamentos antes de iniciar o procedimento. 

Abaixo listamos algumas dicas práticas e respostas concretas a perguntas que podem surgir antes, durante e depois de realizar um procedimento.

Por que ao usar a mesma técnica, os resultados alcançados podem ser diferentes?

As diferentes texturas macroscópicas da pele (seca, oleosa, desidratada, polida, lisa, enrugada, etec) podem causar resultados diferentes, mesmo que a técnica utilizada seja a mesma.

A pele é um órgão dinâmico e sua aparência é causada por diferentes fatores, sejam eles endógenos (genéticos) ou exógenos (ambientais). Esses fatores, individualmente ou em combinação entre si, podem fazer com que a estrutura da pele mude ao longo da vida de uma pessoa. A pele jovem é mais compacta e uniforme, as diferentes camadas da epiderme são organizadas de uma forma mais rígida e há uma intensa atividade celular. A derme subjacente é caracterizada por uma estrutura fibrosa mais compacta e a forma como as fibras elásticas estão organizadas garantem força e elasticidade, o que torna a pele mais hidratada e luminosa, permitindo a intensa renovação celular garantindo que a pele cicatrize mais notavelmente.

Já a pele menos jovem é caracterizada por processos metabólicos mais lentos e consequentemente, sempre parecerá menos elástica e mais desidratada. Os nutrientes são absorvidos mais lentamente, resultando em uma pele progressivamente mais fina e subsequentemente menos compacta. Se o fluxo sanguíneo reduzido for adicionado a mistura, a pele irá parecer mais opaca e não muito luminosa.

Onde e como se deve aplicar o pigmento a pele?

A pele pode ser dividida em duas regiões principais, a epiderme e a derme, além de uma região subjacente chamada hipoderme. A epiderme e a derme, com suas características estruturais, são as áreas mais relevantes na aplicação da micropigmentação e ambas estão envolvidas na obtenção de resultados perfeitos. Em primeiro lugar, a derme é onde o pigmento é depositado, para obter resultados uniformes, é importante avaliar qual técnica usar, e acima de tudo, analisar cuidadosamente os aspectos macroscópicos e microscópicos da pele de cada cliente.

Por que os resultados clareiam após algumas semanas?

A epiderme tem a capacidade extraordinária de regenerar continuamente uma substância injetada na derme e o nível epidérmico é depositado dentro do citoplasma das células e o processo de transformação faz com que a cor fique mais clara no tom.

Com o tempo, a quantidade de pigmento presente na derme permanece inalterado, enquanto a cor na epiderme é eliminada através do processo de renovação celular. A medida que os corneócitos cheios de cor migram da epiderme mais profunda em direção à camadas externas, eles tendem a levar grânulos de cor com eles. Uma vez transformados em pequenos enucleados lamelas, elas se desintegram completamente antes de serem eliminadas da superfície da pele. As células perdidas são rapidamente substituídas por novas células graças a atividade dos queratinócitos, que são responsáveis pelo processo de divisão celular conhecido como mitose.

Antes de iniciar qualquer procedimento de dermopigmentação, o profissional deve, portanto, prestar atenção especial a três aspectos:

  • Rotatividade celular; 

  • Idade da pessoa;

  • Estação do ano a qual o procedimento será realizado.

Os queratinócitos cheios de cor vão, na verdade, migrar mais rapidamente em pessoas mais jovens e mais lentamente em pessoas mais velhas, e também irão acelerar durante o verão, devido ao estímulo de luz solar, em comparação ao inverno.

Que aspectos da pele devem ser avaliados antes de iniciar o procedimento?

Para criar melhores condições para o procedimento e obter o resultado desejado, é uma boa prática realizar uma estética aprofundada diagnóstico da pele do cliente.

Alguns dos aspectos que o profissional de micropigmentação deve prestar atenção desde o início do procedimento são: 

  • A camada da pele;

  • Sua cor;

  • A presença ou ausência de rugas, aberturas e dobras.

A pele normal é lisa, elástica e luminosa. Um bom fluxo sanguíneo garante que a pele receba nutrientes corretos. A cor da pele depende de uma série de variáveis: o tipo de pele, a parte do corpo, a idade e a presença de doenças.

Aprendendo um pouco mais sobre quais cuidados ter com a pele da cliente antes de iniciar o procedimento gera um resultado de excelência, uma garantia para profissionais que desejam alcançar êxito em suas aplicações.

 

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