A micropigmentação é um sucesso e vem conferindo bons resultados com aspecto natural aos rostos das clientes de todo o país. Mas, para isso, o melhor caminho é investir em um bom profissional, que utilize um pigmento seguro e de qualidade.

No mercado, a oferta se concentra entre o pigmento orgânico e o inorgânico, ambos necessários no estúdio para diferentes tipos de pele e de fases do trabalho. Eles são produzidos industrialmente, mas com a diferença de que o pigmento orgânico é feito a partir de derivados de petróleo. O termo orgânico tem a ver com a química orgânica, da cadeia de carbono e hidrogênio que, por meio de processos físicos e químicos, transforma-se nas mais variadas cores.

O pigmento inorgânico é derivado de metais como ferro, cobre, crômio, chumbo, cádmio, entre outros. Encontrados na natureza, os óxidos de ferro podem ser sintetizados em laboratórios, o que os torna livres de metais pesados. A indústria vem investindo pesado no orgânico, pelo alto custo de produção demandado para o inorgânico, cada vez mais escasso.

Aos observar a composição de orgânico e inorgânico percebe-se que o primeiro facilita a permeabilidade, ou seja, penetra na pele com mais facilidade, o que faz com que dure mais. Por outro lado, ele é mais fácil de remover com laser e despigmentantes. Já o pigmento inorgânico, devido sua estrutura química maior, se mantém mais na superfície.

O pigmento orgânico é o mais seguro, e um dos melhores motivos é que ele oferece menor risco de alergia, uma vez que não possui dióxidos de metais. Ele confere um brilho maior na pele, enquanto o inorgânico fica nos tons mais opacos.

Um passo importante e que merece atenção é o de selecionar com critério o meio líquido de dispersão do pigmento em pó, pois isso também influencia na qualidade do material usado na técnica estética.

Outro, igualmente importante, é verificar se o pigmento tem registro na ANVISA, pois se houver qualquer reação alérgica, o que pode acontecer, não haverá como pedir ajuda. Os compostos de cada pigmento, quando registrados, passaram por testes que garantiram sua segurança. Além do mais, o estúdio de micropigmentação pode ser multado caso utilize produtos sem registro.

Quanto ao rendimento, um fator que pode interferir é a carga pigmentária. Nesse sentido, vale observar que um pigmento pode, a princípio, custar muito mais que outro, porém possuir mais carga pigmentária, não decantar e assim render mais. Pigmentos com pouca carga pigmentária acabam exigindo maior número de retoques.

Por fim, para os profissionais que querem lidar melhor com pigmento, o ideal é sempre buscar informação a respeito e isso pode ser feito em um bom curso de pigmentologia. Ao estudar bem as cores, ao compreender melhor os conceitos de saturação da cor, matiz, sombra, tonalidade e luminância, o profissional estará melhor embasado para avaliar o tom adequado para micropigmentar em cada pele.